Pop  | 30.04.2013 | Juliana Berwig

Sobre meninos e bandas
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A fórmula é a mais antiga possível: juntar uns meninos bonitinhos, que saibam fazer cara de apaixonados e atléticos o suficiente para ensaiar estranhas coreografias. Desde os anos 60 tem sido assim, com as “boy bands” escalando as paradas musicais e deixando um rastro de fãs histéricas pelo caminho. Dentro do contexto, saber cantar, tocar um instrumento e ter alguma noção de show business é mero detalhe. Com charme suficiente para atravessar gerações, o estilo ganha nova roupagem - um pouco mais colorida e não menos irritante - com grupos como One Direction, The Wanted e Big Time Rush. Se você nunca ouviu “What Makes You Beautiful” - nem que seja a bizarra versão do Nissim Ourfali - devia estar passando férias em Marte. Apesar dos novos fenômenos do mundo pop terem prazo de validade já definido, eles seguem inspirando a moda, o comportamento teen e a programação da MTV.  

Há quem diga que os Beatles com suas caras de bons moços e seus penteados moptop inauguraram a era das boy bands - por mais que dormir com prostitutas, tocar (de verdade) em inferninhos na Alemanha e consumir todo tipo de droga ilícita não sejam uma postura digna desses grupos. Na verdade, o que John, Paul, George e Ringo - antes de mudarem a história da cultura popular no Ocidente - deixaram de legado para os garotos que hoje cantam em falsete foi o fato de suas personalidades distintas formarem uma banda única, onde cada integrante tem um papel fundamental - e um lugar cativo no coração das groupies. Desde que o mundo é mundo, os conjuntos formados por meninos seguem um esquema simples, com espaço para o bad boy, o tímido, o engraçadinho e o feio charmoso. Nos últimos anos, algumas mudanças nestes estereótipos chamaram a atenção, com espaço para latinos e até mesmo homossexuais. Sinal dos tempos?
 
Por falar nos “fab four”, a Inglaterra - apesar de toda a sua postura rocker - tem sido o lugar que mais produz  boy bands. Mesmo nos períodos onde o estilo andava em baixa, os britânicos sempre tinham um grupo de garotos para agitar as coisas. Boyzone, Westlife, Five e Take That foram as maiores contribuições do país ao gênero, sendo que esta última ajudou a alavancar a carreira de Robbie Willians, o astro excêntrico - e brigão - que os ingleses amam odiar. Apesar de ser um terreno fértil para os meninos despontarem, a Europa perdeu lugar - pelo menos nas paradas - para os guris americanos. Para ter certeza, basta lembrar de ícones do gênero como New Kids On The Block, Backstreet Boys e 'Nsync. O ritmo contagiante - e o talento - do Jackson 5 talvez tenha algo a ver com isso. Um dos fenômenos mais recentes foi o trio de irmãos Jonas Brothers que, com cara de príncipes e postura de músicos de verdade, defendiam a castidade e transformaram em febre chamados “anéis da pureza”.

Mas o que as boy bands representam no cenário musical atual? A reposta é a mesma de sempre: nada. O fato que é que com o sucesso de Glee - seriado musical que se passa em uma escola onde todos cantam e dançam o tempo todo - os grupos estão de novo no centro das atenções. Desde o anos 90, quando o estilo viveu seu auge, as rádios e os canais de televisão nunca tocaram tanto hits melosos de meninos bonitos. Com isto, toda uma indústria voltada para o público infato-juvenil foi novamente alavancada, com roupas, calçados e acessórios que remetem aos ídolos teen vendendo que nem água. No Brasil, o gênero já foi mais forte e teve como representante máximo recente o rock colorido do Restart, que com suas calças e tênis coloridos caíram no gosto das meninas. Daqui pra frente, provavelmente tudo continuará igual, afinal adolescentes se comportam da mesma maneira em qualquer época e lugar. De certeza mesmo, só fica o fato de que essas bandas continuarão a fazer sucesso, afinal envergonhar toda uma nova geração de meninas no futuro é preciso.

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Concordo com o termo de uso.
Hadley

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