Movies  | 16.07.2013 | Krika Martinez

Baz Luhrmann: por trás da cortina vermelha
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Cheios de cores, músicas e coreografias icônicas, os filmes do diretor Baz Luhrmann são um verdadeiro delírio visual. Em suas obras, amores impossíveis nos deixam com a impressão de que a vida é um musical cheio de drama e magia, capaz de uma reviravolta a qualquer momento.

Se você não ligou todos os pontos, Baz Luhrmann é o diretor australiano que trouxe de volta os musicais ao cinema. Ah, e provavelmente você já assistiu a algum dos seus filmes e, depois do sucesso da sua última produção – a mais nova adaptação de “O Grande Gatsby” – deveria pelo menos ficar mais atento a este nome. Apesar de existirem muitas versões do emblemático livro de F. Scott Fitzgerald para as telonas, há pelo menos 12 anos o cineasta vinha batalhando pelos direito de levar uma de suas obras literárias prediletas ao cinema. Na minha opinião, não pode existir sujeito mais preparado para realizar um projeto tão especial. A história de Gatsby e Luhrmann são até muito parecidas: dois jovens de famílias humildes que saíram do nada e foram aproveitando todas as oportunidades que cruzaram o seu caminho para chegar onde queriam.

A diferença é que Luhrmann conseguiu o seu desejo e Gatsby, bem... Nesta frase já há suficientes “spoilers”, mas “shame on you” por não ter lido pelo menos o livro! O diretor buscou nas telas do cinema evadir-se dos problemas familiares causados pelo alcoolismo de seu pai. Ele, assim como o personagem, lutou para ter um futuro brilhante longe de lembranças amargas. Em uma coletiva de imprensa, o australiano chegou a assumir que o livro, lançado em 1925, o ajudou a seguir acreditando nos seus sonhos ao longo da vida. Ele ainda afirmou que a sua impressão ao ler o clássico pela primeira é o que vemos na tela – e agora em 3D. Desta forma, o público quase pode tocar este personagem único, que levou o australiano a gastar quase 100 milhões de dólares entre direitos autorais e outros detalhes técnicos.

Assim como todos os filmes de Luhrmann, esta adaptação é extravagante ao máximo e mais brilhante que qualquer outra já realizada. Diferente do livro, que tenta explicar como eram e como viviam as pessoas na “era do jazz”, o diretor buscou a beleza e o fascínio pela riqueza para destacar as diferentes emoções do personagem-título. A carga emocional e o exagero são quase uma constante no trabalho do australiano, o que faz com que todas as interpretações em suas produções pareçam fora da normalidade ou simplesmente exageradas. E ele mesmo admite que esse é o segredo da vida: saber mostrar os sentimentos como eles são e não como devemos mostrá-los aos outros. E este, meus queridos, é o segredo de suas criações!  

Magia e purpurina

Filho de uma professora de dança de salão, Luhrmann trouxe para as telas, em 1992, o seu primeiro longa-metragem, chamado “Vem Dançar Comigo” (Strictly Ballroom). O jogo de emoções que o mundo da dança oferece, onde o pé pode estar doendo ou como não matar seu parceiro, é o tema da produção. Esta foi apenas uma das obras do diretor que prestou homenagens a todos aqueles filmes cheios de magia e purpurina, obras que ele cresceu assistindo e que o levaram até onde chegou. Ao mesmo tempo, é o primeiro exemplo de como contar a história de um amor impossível de uma maneira inusitada. E foi assim que começou a trilogia “Red Curtain”.

O segundo filme de sua carreira foi “Romeu + Julieta”, lançado em 1995. Adaptado da clássica história de William Shakespeare, também contava uma saga de amor impossível e blá-blá-blá. Todo mundo conhece bem o livro, mas aqui vem a genialidade de um grande diretor: a maneira de contar uma mesma trama e ainda surpreender o público. Luhrmann colocou atores famosos interpretando a obra em um contexto moderno, com toques mexicanos e dialogando com o texto original, escrito pelo inglês em 1597. Honestamente, acho que sou a única pessoa que gostou do filme e isso não tem nada ver com DiCaprio, que só ganhou meu respeito em “Django”.

Se música é o que move a alma, a trilha sonora dos filmes de Luhrmann são seus personagens principais. Depois do fracasso de bilheteria de “Romeu +  Julieta”, tivemos que esperar cinco longos anos pela obra final da trilogia “Red Curtain”. E foi com “Moulin Rouge” que o diretor finalmente encontrou a maturidade e a experiência de saber como fazer o que ama e ser amado por isso. Em 2001, o gênero musical viveu um grande “boom” graças à produção e não foi apenas pela história bem contada e pelas suas boas atuações que o sucesso chegou:  foi também pelas canções, que foram popularizas e caíram no gosto do grande público. Até porque todo mundo lembra – e infelizmente tem a imagem – de Christina Aguilera de espartilho e cabelo “white trash power” gritando no microfone a principal música da trilha sonora – que se vocês prestaram atenção não está no filme!

Para a Austrália, com amor

Para a indústria do cinema, apesar do grande sucesso de “Moulin Rouge”, o nome do diretor ainda não significava uma grande bilheteria. Mesmo assim, atores de todo o mundo começaram a bater na porta de Luhrmann porque sabiam que ele teria uma história e uma visão única para alavancar suas carreiras ou simplesmente fazer alguma coisa diferente do comum. E só tivemos que esperar mais sete anos para conhecer o filme “Austrália”, um presente para o diretor, que recebeu carta branca para dirigir o que ele via como uma homenagem à sua terra natal.

Afirmar que a produção foi massacrada nas bilheterias é pouco! Digamos que, se há uma conta no banco do longa-metragem, ainda se espera que ela saia do vermelho. E lá vem a Krika e diz:  “eu amo esse filme!”. E amo simplesmente porque é a história da sua terra pelos seus olhos. A película fala sobre a beleza da Austrália, país que tem animais perigosos e que sofre com a seca a maior parte do ano, mas que ganha todas as cores quando chove. Para mim, a cena em que os protagonistas estão assistindo “O Mágico de Oz” em preto e branco, e chega a chuva e o transforma em colorido, expressa o sentimento que só quem viveu na parte mais seca de um lugar pode sentir.

E depois de tantas histórias de amor impossíveis, o diretor tirou umas férias criativas e, enquanto tentava levar às telas o seu último filme, criou uma série de oito curtas-metragens onde temos o prazer de ver o que seria um jantar íntimo entre duas lendas da moda: Elsa Schiaparelli e Miuccia Prada. E para os fashionistas de plantão: sim, a Miuccia Prada do filme é a verdadeira Miuccia Prada!  Após  um 2012 muito curto e cheio de trabalho chegamos ao lançamento, em 2013, da adaptação cinematográfica ”O Grande Gatsby”, do qual eu já falei no começo deste texto.

Se a impressão que fica é de um diretor que vem de tanto em tanto tempo e faz alguma coisa e era isso, você está errado! Este senhor ainda cria músicas, dirige óperas, produz comerciais para a TV (lembram da campanha do perfume Chanel nº 5 com Rodrigo Santoro e Nicole Kidman?) e atua em projetos que enchem a sua imaginação de desejos e emoções. E não, ele não foi o único a pensar o cinema como uma versão do que seus olhos e seus sentimentos enxergam as coisas. Na sua lista de filmes prediletos, encontramos parte da razão de suas criações serem tão vibrantes e cheias de emoção: “Star 80”, “Fellini 8½” e ”Guerra e Paz” são só algumas de suas obras de cabeceira, que aliás eu também recomendo!

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