Movies  | 21.10.2015 | Krika Martinez

Estamos De Volta ao Futuro?
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Ou será o passado? Ou melhor o passado bem passado dos faroestes? Não espera, é o futuro alternativo, mas que também é passado. Mas claro, antes temos que voltar ao passado, mas não tão passado como o velho oeste para voltar ao futuro, passado dos anos 80. Confuso?

A linha de tempo desta trilogia é confusa, mas é apenas um dos grandes exemplos de como a ficção científica funciona. Ainda mais se pensamos que este tipo de gênero nos anos 80 não era visto com bons olhos e o primeiro filme da série conseguiu levar aos cinemas milhões de pessoas. Porque a criação deste filmes não ficou apenas no jogo das linhas de tempo e sim em tudo que as envolvem.

Lá no início dos anos 80, Robert Zemeckis e Bob Gale se perguntaram: se voltássemos ao passado seríamos amigos de nossos pais? Com essa pergunta na cabeça, eles criaram um roteiro onde um jovem entrava numa geladeira e era jogado no passado. Que na verdade era o presente dos seus pais adolescentes. A ideia da geladeira foi congelada pelo perigo que poderia ser ter crianças tentando recriar o filme e se colocando num verdadeiro apuro. Mas depois de algumas mudanças de roteiro, um não sonoro de muitas distribuidoras e quase congelamento do projeto, um certo Steven Spielberg comprou a ideia.

E comprou a ideia para realizar uma trilogia que bateu recordes de bilheteria e de venda de merchandising. Ao ponto de que mesmo na terceira entrega, a ruim, vendeu suficiente para fazer de todos os criadores milionários e grandes nomes de Hollywood. O que ninguém esperava destes filmes era que na época o público não só mostrou interesse na compra do ingresso e do merchandising. Eles não esperavam que jovens, na época, marcassem no calendário a data 21 de outubro de 2015. Porque essa é a data do futuro que era alcançável por todos nós.

O passado é algo inatingível. Porque mesmo em 1985, quando o primeiro filme foi lançado, sabíamos que as máquinas do tempo não existiam. Mas o futuro criado na segunda entrega era plausível. Porque poderia acontecer, poderíamos vivê-lo.

Diferente de outras obras de ficção científica no cinema, este futuro não era de todo futurístico. Porque a graça do roteiro é que tudo que eles criaram para o futuro de 2015 já estava meio inventado. O posto de gasolina robotizado. Sim, na época as pessoas já podiam encher o tanque sem precisar da ajuda de outra pessoa. O laser disc já existia. A desidratação de alimentos também. Junte a imaginação e recebemos muitos exemplos do que o nosso futuro poderia chegar a ser, mesmo sendo conscientes de que era tudo ficção.

Mas aí aqueles jovens, eu, da década de 80 e 90, não ficaram esperando. Criaram maneiras de pedir que isso acontecesse. Mas com os pés no chão, fomos criando grupos e imagens e usamos a internet para exigir que parte desse futuro se tornasse realidade. Para Marty e Doc o futuro já passou, mas para nós, que crescemos com os filmes, estamos apenas esperando o dia 21 de outubro chegar para poder dizer:

- Graças aos deuses não nos temos que vestir assim!

O ano era 2015, ou seja: o nosso presente, e assim como nós assistindo o filme, Marty fica embasbacado com as coisas que vê. Carros voadores, Tubarão 18 são apenas alguns dos objetos de culto que o filme criou que ainda estaremos esperando, mas há outros que já são realidade no nosso cotidiano.

Diferente de outros filmes que já chegaram ao seu presente na ciência ficção cinematográfica, 2001 e Blade Runner por exemplo. O futuro de De Volta ao Futuro é colorido, brilhante e divertido. E por isso toda e qualquer empresa está tentando entrar no mercado com alguma memorabilia para comemorar esta data do nosso futuro presente.

Porque não nos enganemos: há objetos criados para o filme que vem nos perseguindo até hoje. O Hoverboard, skate sem rodinhas, era o sonho de todos os skatistas. E adivinhem, está se tornando uma realidade. Há um projeto Kickstarter que está esperando a sua colaboração para que seja real. Entendam, a tecnologia existe. Já existem hoverboards. Mas o seu preço é tão caro que para criar um de verdade e colocá-lo à venda vamos ter que esperar um pouco mais. Até porque nenhuma grande empresa mostrou interesse pelo projeto.

Mas há outras tecnologias do passado que já estão no nosso presente.

Leitura da impressão digital já é mais que passado. E sim, era a maneira de abrir as portas em 2015 de 1985, mas hoje continuamos usando chaves e a tecnologia de leitura de retina sim que será o nosso futuro.

As cirurgias plásticas. Não eram novidade na década de 80 e não são novidade hoje. Mas agora falamos de células ames para criar clones caso o nosso corpo envelheça demais.

Carros voadores, não obrigada, com os problemas que podemos ter com os controladores aéreos apenas controlando aviões, vocês querem carros? Uma coisa de cada vez, tudo não pode ser. Antes, podemos pedir um pouco dessa tecnologia limpa de usar lixo como gasolina. De momento temos que agradecer que existem alguns carros elétricos.

Os hidratadores de comida. Por favor, o Miojo existe a anos.

Lixeiras que vão limpando o chão sem a ajuda de um humano? A minha Romba e seu sistema de leitura já faz isso desde 2012.

Sistemas de leitura de previsão do tempo já são gratuitos em qualquer smartphone. Assim como os óculos de realidade virtual que se usam para jogos ou aquele que todos ainda tentamos entender, o Google Glass.

Postos de gasolina automáticos já são uma realidade no Japão. Aqui na Europa basta um cartão de credito e as tuas próprias mãos.

Drones são uma realidade e inclusive estão substituindo soldados em guerras. Só espero que os jornalistas não sejam substituídos por eles, também como prediz o filme.

Um tênis que se amarre sozinho. Uma realidade do filme que ainda estamos esperando que aconteça, mas a Nike já prometeu que será real este ano. Isso sim: você deverá procurar uma máquina do tempo para voltar a 2012 e pagar uma reserva num produto que será lançado só em outubro.

Jaqueta que seca sozinha? A tecnologia Quick Dry ajuda os esportistas a não molharem a camiseta enquanto estão fazendo esporte.

Cinemas de hologramas. Não obrigada. A tecnologia 3D é melhor e mais fácil de administrar em salas de cinema. Mas o susto de Marty com o tubarão de Tubarão 18 não é nada comparado às multidões que seguem a cantora Hatsune Miku. Sim, um holograma criado no Japão que tem milhares de seguidores e que no ano passado abriu os shows de Lady Gaga. Não impressionados, os americanos estão usando a tecnologia para trazer de volta cantores como Tupac para fazer medleys com qualquer um.

Cafés temáticos, por favor, isso sempre existiu. Mas lembram da bicicleta ergométrica? Uma maneira de manter a linha e comer ao mesmo tempo certo? Certo, e vamos mais além, hoje em dia temos uma multidão de gadgets que nos ajudam a manter a linha lembrando do que consumimos e do quanto temos que gastar para ser esbeltos.

E se você se esforçar bastante verá que até os faxes automáticos hoje são utilizados. Porque com um smartphone e uma impressora wireless temos o mesmo efeito.

Claro que estes são alguns exemplos do que queremos e do que já temos. Mas a graça deste futuro estar chegando e saber que o cinema pode criar pequenas vontades que se transformam realidades. Não se enganem todos estes produtos futurísticos foram pensados com as mesmas empresas que colocaram a sua marca neles. Mas é com filmes como este que a semente da imaginação de jovens que hoje são adultos começou a ser germinada.

Até porque no dia 21 de outubro sei que não serei a única ao olhar o relógio e pensar: DeLorean voador onde está você?   

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