Gestão  | 17.04.2014 | Luciane Bohrer

O melhor de cada um
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A liderança é reflexo da história de vida de cada um. O comportamento construído durante a vida toda vai fazer parte da atividade profissional que escolhemos, o que fica mais evidente em cargos de direção.


Em pleno início de 2014, quais assuntos ainda restam ser explorados no campo da administração? Vantagem competitiva, processos, reengenharia, marketing? Nada! Os livros teóricos estão à disposição de todos, é só consultar os tantos Porters, Kotlers e Hammers nas prateleiras acadêmicas mais básicas. Consagrados doutores, estudiosos, pesquisadores passam seus dias debruçados em novas teses e teorias sobre os caminhos da gestão das empresas.

Mas e aqui, longe da academia e bem no centro, no olho do furacão? Sem o glamour dos livros, nem o acúmulo de títulos PhDs, na rotina desgastante da produção – ou de setores de apoio, como RH, finanças, ou comunicação – o que cada um de nós, na sua função, pode aprender – e ensinar – com o trabalho que executa?

Sem querer correr o risco de pecar pela irresponsabilidade de dizer algo leviano e que não poderá ser aplicado em lugar algum, resolvi compartilhar a minha experiência, sem a pretensão de descobertas, eurekas, ou genialidades e sem pudores de certo ou errado.

Há um ano, tive minha primeira oportunidade de liderança formal. Digo formal, porque já me sentia porta-voz de vários grupos desde sempre, mas essa foi a primeira vez que a função foi designada a mim, claramente, na carteira de trabalho. Rapidamente, percebi que coordenar dez pessoas seria um aprendizado que iria muito além das tarefas a cumprir, delegar e dos resultados a compilar. É uma experiência de viver a administração! O primeiro desafio é a liderança em si. Sim, porque ela não depende só de você, depende do grupo. Ninguém é líder de nada se a equipe não chancelar e reconhecer o comando. E chefe com autoridade não legitimada pelos subordinados é um veneno (constante) nas organizações.

Alguns autores contemporâneos dizem que a liderança não é nata, que ela pode ser adquirida. Ok, pode ser. Mas o que, pra mim, é indiscutível é que ela é reflexo da história de vida de cada líder. O comportamento construído durante a vida toda vai fazer parte da atividade profissional que escolhemos, o que fica mais evidente em cargos de direção.

Como a vida é muito ampla no sentido das experiências e das emoções, convido o leitor a um exercício mais focado. Partindo do princípio que cada emprego que você teve influenciou na construção do gestor que você é, como você analisa seus sentimentos relacionados com chefia, com planejamento, com equipes e com poder? Como você assimilou as grossuras incoerentes daquele chefe incompetente e arrogante? E como gravou na memória a parceria, o incentivo e inspiração daquele outro centrado, equilibrado e lutador?  E o que fez com essa mistura de ingredientes e sensações?

A resposta dessas questões me levaram a construir a personalidade da líder que me tornei. Sabendo que, todos os dias, luto para colocar o meu ego e a minha vaidade à serviço do bem comum dos resultados a serem alcançados a das pessoas que me ajudam a conquistá-los.  Reforço a humildade de repetir, pra mim mesma, que a minha equipe joga melhor do que eu. É como no futebol: Neymar e Messi são melhores do que seus treinadores, mas precisam de uma direção a seguir.

Tem gente que é apaixonada por resultados, gente que é apaixonada por processos. Gente  que gosta de antecipar o futuro, ou de provocar mudanças radicais. Outros pensam melhor a longo prazo e controlam o presente. Tudo isso serve para a gestão de uma empresa. Não há certo e errado, melhor ou pior. Há o autoconhecimento e aplicação do que se tem de mais caro para incentivar o outro e a si próprio para desempenhar as tarefas que precisamos executar pelo bem da organização na qual trabalhamos.  Eu descobri que sou apaixonada por pessoas. É o que eu tenho de melhor.

E você? 

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