Art  | 01.07.2013 | Luciane Bohrer

Cate Parr: arte e sensibilidade em aquarelas
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Pigmentos dissolvidos em água, gestos, movimentos e espontaneidade. Assim é a aquarela. Esses mesmos adjetivos que caracterizam uma técnica tão clássica de pintura, também descrevem trabalho primoroso de uma artista que traz para moda classe, frescor e modernidade em forma de arte.

Catherine Parr nasceu e cresceu na Inglaterra, mas, hoje, muitos países depois, vive em Los Angeles, nos Estados Unidos. Essa inglesa escolheu a aquarela e a moda para criar ilustrações ricas em escalas de cores. Sua arte mistura pinceladas leves e grossas e, assim, ela consegue fundir romantismo e atualidade.

A aquarela existe desde a Idade Média, mas andava meio esquecida nesses tempos modernos. Talvez um resquício da implicância de quem era hype na Idade Média. Hein? É isso mesmo! A aquarela tornou-se preferência de nove em cada dez cortes europeias e isso lhe conferiu um ar de futilidade, de frivolidade e gerou certo preconceito. Mas ao mesmo tempo, ninguém negava que a técnica era expressão de uma feminilidade espontânea. Aí, com o passar dos anos, ela foi sendo apreciada por alguns e desprezada por outros. Supõe-se que a aquarela foi criada há mais de dois mil anos na China, junto com a invenção do papel. Os pincéis da época eram feitos de pelo de coelho.

Já com tintas e materiais modernos, Cate cria imagens que bebem no devaneio de alta moda e em imagens amorosas inconfundíveis de momentos cinematográficos. Ela explora os traços através do uso de negrito e de cores sutis, despertando nossos sentidos para o luxo, para o brilho, para a alta-costura, o refinamento e o capricho das roupas. Para encontrar inspiração, Cate adora viajar. Talvez por isso, também preze tanto que suas obras atravessem muitas fronteiras. Além dos trabalhos que faz para editoriais do The Washington Post, The Los Angeles Times, Dickies, Detour Magazine e Village Voice, Cate disponibiliza suas obras através de uma loja virtual que entrega pelo mundo. Conversamos com ela para descobrir um pouco mais sobre essa artista do velho - e de todos - os continentes.

Temos falado com muitos ilustradores de moda de vários lugares e a maioria deles conta que não planejou uma carreira no mundo fashion. Com você também foi assim?
Foi. Nunca fiz uma decisão consciente de ser uma ilustradora de moda, para ser honesta, acho que tropecei e caí nesse mundo. Não me considero uma ilustradora no sentido tradicional, acho que eu sou cada vez mais interessada no simples ato de pintar. Eu realmente admiro ilustradores como Julie Verhoven e Natasha Law que têm estilos incrivelmente fortes e únicos. Não sei se sou como elas.

Como você decidiu se mudar para Los Angeles?
Eu tive a sorte de ter uma inquietação, uma sede por viagens que me permitiu tirar vários períodos de férias. Aí, me apaixonava pelo lugar e, em seguida, decidia viver lá por um tempo! Eu vivi em algumas grandes cidades europeias e passei bons meses na Grécia e na Itália trabalhando em empregos de verão. Não queria apenas fazer a rota turística e nem ficar no país por apenas 2 semanas. Queria viver o lugar. Eu amo Los Angeles, mas quando cheguei, eu havia me planejado para ficar apenas por dois meses e, agora, já nem sei mais quanto tempo moro aqui. Acho que tudo isso contribuiu para o meu estilo de desenho. Um pouco europeu misturado com alguma coisa que parece um visual californiano descontraído e, ao mesmo tempo, sempre à beira de grandes cidades.

Como é possível transformar algo tão clássico como a aquarela em algo tão moderno?
Obrigada. Acho que aquarela tem uma beleza equilibrada. E o segredo é não levar os materiais que usamos na arte tão a sério.

Você vende o seu trabalho por uma loja virtual, certo?
Sim. É fantástico que as pessoas tenham acesso ao meu trabalho em todas as partes do mundo. Fico grata com a aceitação das minhas obras em tantos países e culturas diferentes.
 
Que tipos de sapatos e acessórios você gosta de usar?
Hum... pergunta interessante... acho que sempre que posso compro tudo que é feito à mão.  

E vestir?
Me inspiro cada vez que vejo as coleções nos desfiles de moda, ou quando paro para olhar as vitrines da Liberty, em Londres, ou quando alguém na rua está com uma roupa incrível. Annie Hall passou esses dias na TV. Diane Keaton naquelas roupas ... fabulosa! Moda está em todo lugar, claro. Ah, até por isso adoro ver o Sartorialist.

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